Mio ao sol | 15Mai2008 20:33:00
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Mio ao solMiosótis oníricas
Morram para que viva,
Uma flor colorida
Em rotas despidas.
Inebriamento de Morfeu,
Luz dos caminhos.
Para o amor meu,
Juntos nos nossos ninhos.
Sonhos de vidas contadas
Com gestos sem gesto
De acções descentradas.
Sublimes vivências
Sem excrescências.
Somente puros!
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Arre tias | 15Mai2008 20:31:00
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Arre tiasPus sistólicos, arritmias
Pulsações saltitantes,
Plenas de alegorias.
Picadelas alarmantes.
Energias entupidas
Em vias e artérias.
Ruas mal despidas
Caminhos sem matérias.
Parcelas com ventos e salpicos
Renovações das correntes
Com inúmeros picos.
Espera abandalhada
Sem dó nem piedade.
Que triste o que nos malfada!
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Absinto | 15Mai2008 20:28:00
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ABSINTOCata ratas
Monocromáticas insónias
De momentos internos
Inquietações várias
De pensamentos ternos.
Coloridos apreciados
De fogachos perenes
Dias bem regados
De rituais solenes.
Nascentes oníricas
Com múltiplas fontes
De tracejados sem vias.
Espaços pouco precisos
De indolências perdidas
Em ardores de euforias.
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Invólucro | 15Mai2008 01:27:00
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Invólucro Há uma lei supremaA todos os mandamentos.
É a norma que nos transforma
Em ascensão pelo mérito.
É um mandado em sussurro
Que nos mandata, um dar
De mãos seguro, pelo futuro.
Senão… já sou… posso errar.
Tudo menos o absoluto;
Tudo menos a verdade,
Nada de somenos, o fim resoluto.
O entretanto é espontâneo,
Pai e filho momentâneo,
A trindade metafísica global.
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Sem nome | 15Mai2008 01:04:00
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Descargas de cócegas arrepiamA face esquálida, inchada de fel.
O nervo estende-se num carrossel
De rumos e avenidas que chiam.
Esgares d’espasmos, contracções, irradiam
Do halux à evaginação cerebral.
Um prumo desabrochado em mal
No vácuo de seres qu’expiam.
Um corpo acabado, já sem guia;
Uma alma cansada do par,
Do mal sentir e ir pelo ar,
Em energia de novo transformada
Segundo a sua circunstancia,
Quiçá, em busca duma adorada.
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